Esclerose Múltipla: o que é? Como controlar?

O que é Esclerose Múltipla?

A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória que não tem cura e é extremamente invasiva. Afeta as fibras nervosas encarregadas pela transmissão de comandos do cérebro às várias partes do corpo, provocando um descontrole interno generalizado. No entanto, esta doença pode ser controlada.

Muitas vezes o termo esclerosado é usado para as pessoas que perdem a memória ou apresentam outras confusões mentais quando vão envelhecendo. Não tem nada a ver! A esclerose múltipla não tem nenhuma relação com as limitações que surgem com o envelhecimento.

Trata-se de um problema comum em adultos jovens, na faixa dos 20 aos 40 anos. O maior pico é por volta dos 30 anos. Raramente pessoas na terceira idade desenvolvem esta doença.

A doença não é Contagiante

A esclerose múltipla não é um processo degenerativo contagiante, na maioria dos casos, não é fatal e poderá ser orientada. Embora não seja herdada, atinge pessoas geneticamente propensas à doença e se manifesta de diferentes modos. Atualmente, em geral, as mulheres são as mais atingidas (na proporção de duas mulheres para um homem).

O diagnóstico não é simples e pode levar alguns anos para ser feito corretamente, pois os sintomas se parecem, em alguns casos, com outros tipos de doenças do sistema nervoso, devido aos sintomas iniciais, muitas vezes o paciente nem procura orientação médica.

Entre os principais sintomas da doença estão: alteração no controle da urina e fezes, perturbação da memória, depressão, dificuldades de movimentos, fala e ingestão, dores articulares, dormências, fadiga intensa, mudanças de humor, paralisia total ou parcial de uma parte do corpo, perda da visão em um ou ambos os olhos, sensações de formigamento, tremores e tonturas.

Segundo o neurologista Dagoberto Callegaro, “estes sinais podem levar horas ou dias para aparecer. Em média, a doença inicia com um surto por ano ou um a cada dez meses. Chamamos de surto um novo sintoma neurológico que provoca uma alteração sensitiva ou motora”.

A forma mais comum de esclerose múltipla é a recorrente-remitente em que os surtos podem deixar sequelas ou não. A primário-progressiva é a pior forma de esclerose, onde a evolução da doença é veloz. A rápida progressão pode causar paralisia dos membros, perda da visão ou demência se não for tratada a tempo.

A esclerose múltipla pode- se manifestar de 4 formas:

  • Remitente-recorrente: é a manifestação clínica mais comum, caracterizada por surtos que duram dias ou semanas e, em seguida, desaparecem.
  • Progressiva-primária: apresenta uma progressão de sintomas e comprometimentos desde o seu aparecimento.
  • Progressiva-secundária: os pacientes que evoluíram da forma remitente-recorrente e vão piorando lenta e progressivamente.
  • Progressiva-recorrente: do tipo progressiva com surtos. Desde o início da doença, mostra a progressão clara das incapacidades geradas a cada crise.

A ciência e a esclerose

A ciência ainda não deslindou a causa da doença nem a sua cura (atribui-se à doença a uma reação auto-imune do organismo, que em algum momento e por algum motivo, começa a atacar o Sistema Nervoso Central). Acredita-se que o motivo mais provável seja um vírus não identificado até o momento.

Ainda não se sabe o porquê do ataque ao Sistema Nervoso Central, que é dirigido à mielina – uma substância gordurosa que cobre as fibras nervosas do cérebro e facilita a comunicação entre as células. Esse ataque acontece silenciosamente e recebe o nome de desmielinização (o processo de destruição das camadas da mielina). Uma vez que as camadas da mielina vão sendo eliminadas, as mensagens que saem do cérebro são atrasadas ou bloqueadas de vez, alterando, assim, o funcionamento da região que esperava um comando de ordem. Onde quer que a camada protetora seja destruída, forma-se um tecido parecido com uma cicatriz. Daí o nome esclerose. E é múltipla, pois atinge várias áreas do cérebro e da medula espinhal. A gravidade de cada caso está relacionada com a área afetada. Se atinge a medula, o paciente geralmente manifesta fraqueza, dormência ou paralisia dos braços e pernas. Não se tem como avaliar o desgaste da mielina; por isso, o diagnóstico é basicamente clínico, baseado nas queixas dos pacientes, no seu histórico médico, na avaliação dos sintomas e na existência de sinais neurológicos (através de testes para avaliação de coordenação, reflexos e sensibilidades). Exames como ressonância magnética, avaliação do líquido da medula espinhal e potencial evocado também são fundamentais neste momento.

 

Como podemos controlar a Esclerose Múltipla?

A atenção da família e de pessoas próximas é essencial ao doente. Como o indivíduo perde a capacidade de fazer coisas simples, o apoio familiar ajuda a manter a sua vida quase normal e a sua saúde mental em melhor condição.

É importante controlar o stress físico e emocional.
As sessões de fisioterapia auxiliam no tratamento.
Procurar reduzir o excesso de peso e praticar algum tipo de atividade física, como fazer caminhada ou hidroginástica, ajuda a controlar esta enfermidade.

Atualmente não existe a cura para a doença. Entretanto, como vimos, as pesquisas não param. Existem avanços na área e novos medicamentos que podem, pelo menos, tornar os efeitos da esclerose múltipla menos agressivos. É o caso dos remédios chamados imunomoduladores e imunossupressores, capazes de aliviar ou reduzir os sintomas da esclerose.

O acompanhamento terapêutico também é fundamental ao paciente de esclerose múltipla, cuidar da mente é tão importante quanto tomar a medicação correta. O neurologista Cícero Galli Coimbra afirma que, “O sistema imunológico é ativado toda vez que enfrentamos uma situação de estresse grave. Avisando de que algo está errado no nosso organismo, ele começa a vasculhá-lo na tentativa de identificar ‘invasores’ como vírus e bactérias. Por fim, acaba atacando a bainha de mielina que envolve os neurónios. Com a estabilidade emocional, 85% dos surtos podem ser reduzidos. Psicoterapia e terapia ocupacional são indicadas para organizar os pensamentos e as atividades”.

Como prevenir a doença?

Não há como prevenir a esclerose múltipla. Nem se pode afirmar quem é ou não é propenso à doença. A recomendação é manter uma dieta equilibrada. E para aqueles que já foram atingidos pelo mal, uma dieta adequada é aconselhada. Visite a minha página para saberes como faço.

As fibras presentes em cereais integrais e leguminosas ajudam a fazer a digestão.

De acordo com estudos realizados, as dietas de baixo teor de gorduras saturadas, presentes em produtos de origem animal, e ricas em ômega 3 podem retardar a evolução da doença.

Deve-se evitar ingerir alimentos duros, pois são difíceis de digerir e podem provocar engasgos. Refeições pastosas ou líquidas (purés e/ou sopas) são as mais recomendadas.

A vitamina D já está a ser utilizada no tratamento de doenças auto-imunes, condição que ocorre quando o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo por engano. A vitamina D é um imuno-regulador que impossibilita seletivamente o tipo de resposta imunológica que provoca a reação contra o próprio organismo. O tratamento de doenças autoimunes com vitamina D é algo recente, mas é visto por especialistas como um grande avanço da medicina.

Uma pesquisa feita em Harvard e publicada em janeiro de 2014, no Jama Neurology, mostrou que a vitamina D contribui para uma progressão mais lenta das lesões à ressonância magnética na esclerose múltipla. Visite a minha página para saberes como faço.

Concluindo, a esclerose múltipla é uma doença do sistema nervoso central. A sua causa e a cura ainda não foram descobertas, no entanto, esta pode ser controlada de forma a que o paciente, na maioria das vezes, consiga ter uma boa qualidade de vida.

esclerose

 

Queres saber mais sobre esta Oportunidade que está a Mudar a Vida de muitas pessoas!

Contacta-me Agora para poder Ajudar-te

 

Queres saber mais sobre esta Oportunidade que está a Mudar a Vida de muitas pessoas!

Preenche o Formulário que eu

entro em Contacto »»

  bruno-marques-marketing-digital

Bruno Marques

Telefone: 912 451 458

brunomarques@oportunidadeariix.com

skype256     brusof1   facebook_icon11     facebook   youtube_icon11     youtube

A suas informações estão seguras e nunca serão partilhadas ou vendidas a alguém.

 

Acerca de master

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *